segunda-feira
Houve um tempo em que voce era o  Sol e aquecia a minha alma. Hoje se transformou na Lua, que alta vive. E o seu reflexo por vezes ilumina as minhas memórias.

Simone de Beauvoir esteve em voga nos ultimos dois dias e me dei conta do quanto me pareço com ela, ou não, porque todos somos e não somos, mas no que se refere a liberdade pode haver um mesmo princípio ou motivação.

Acredito que a vida seja uma dádiva, um milagre, e tenho ganas de ter posse da minha em todo e qualquer aspécto que a compõe, sobretudo o que vai ao meu íntimo.

Partidos politicos são como igrejas. São cercadinhos que comportam pessoas e cobram fidelidade. O unico aspécto que me causa afeição nesses modelos ideológicos é a vida comunitária e cotidiana. 

Nunca tive a pretensão de fazer o caminho do Santo, reconheço as minhas imperfeições e acredito que as sociedades se auto regulam de acordo com suas necessidades, precisando apenas corrigir os excessos cometidos, oriundos  de distorções geradas por grupos centralizadores, pela fé, pela moral ou pelo capital.


Ter códigos normativos para viver em sociedade é perfeitamente aceitável, no entanto a filosofia que me acompanha e define o meu código de conduta está mais próxima do budismo ou taoísmo.

Começo exaltando a ausência do Amor, talvez para me render à Etica. Talvez por reconhecer que se houvesse amor, nao seriamos ora destroços e ora partes incompletas de algo maior, e por saber que a Ética nos torna dignos ao menos de vestir o termo Humanidade.

 
posted by Ana Maiz Lin at 20:22 | Permalink | 0 comments